Qual o seu tipo preferido de vinho? Então, vamos beber!

O auxílio sommeliers garante a aquisição correta, o contato com as novidades que chegam ao mercado brasileiro e novas experiências com amigos e familiares

0

Diante da grande variedade de rótulos de vinhos no Brasil, tanto nacionais quanto importados, o consumidor tem se tornado cada vez mais exigente. A escolha de um bom vinho e estilos adequados a paladares específicos, mesmo para iniciantes, é uma tarefa que exige apuração dos sentidos. É o primeiro passo para apurar o paladar e ter preferências com base em castas de uvas e origem de produção vinícola. Porém, independente de possuir maior ou menor conhecimento neste universo, na hora da compra é indispensável o auxílio de profissionais especializados; o que garante, além da aquisição correta, o contato com as novidades que chegam ao mercado brasileiro e novas experiências com amigos e familiares.

O proprietário da Beale Bebidas, uma das lojas mais antigas e tradicionais de São Paulo, José Eduardo Amarante Cruz, ensina que “só se apreende sobre vinho bebendo”. E arremata: “é preciso começar tomando os mais simples, daí vai se desenvolvendo, aprendendo, desde que ele seja bom. Um vinho simples não significa que seja ruim”. A loja funciona há 35 anos na região central de São Paulo. Embora tenha um amplo setor de presentes totalmente vinculados a bebidas e todos os tipos de licores e destilados – como vermutes, vodcas, tequilas e uísques –, a grande referência é na venda de vinhos, com cerca de 3,5 mil rótulos entre nacionais e importados.

“Temos uma equipe de sommeliers muito competente, que acompanha tudo que está acontecendo, degustando muitos vinhos”, aponta com orgulho José Eduardo uma das regras para manter a Beale Bebidas como uma das principais referências em São Paulo, demonstrando a sua paixão pelo universo dos vinhos. “O vinho nos leva a uma viagem para novas culturas. À medida que bebemos, passamos a identificar a sua personalidade, adquirida nos vinhedos e no processo de envelhecimento, e as suas camadas e capacidade de carregar aromas específicos do seu terroir de origem”, ensina ele e explica que vinhos de mesmas castas de uvas, mas de vinhedos de países diferentes jamais serão iguais, principalmente, por conta da influência do tempo de existência das vinhas, clima, temperatura, solo.

 Invasão de rótulos importados no Brasil

O aumento no consumo de vinho no Brasil tem criado um mercado consumidor cada vez mais exigente. Isso tem estimulado uma verdadeira invasão de rótulos importados, além da expansão de novas experiências da vitivinicultura nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), as importações de vinhos e espumantes em 2017 foram de 125,9 milhões de litros – um crescimento de 106,7% em 10 anos, considerando a marca de 60,9 milhões de litros em 2007. Mesmo em um quadro de crise econômica, no ano passado o resultado ainda foi positivo em relação a 2016 (92,1 milhões de litros), com uma considerável elevação de 36,7%.

O Ibravin aponta que a comercialização dos produtos brasileiros somada aos volumes de importação representa um crescimento de 2,27% em 2017, num total de 206,7 milhões de litros comercializados: 189,3 milhões de litros de vinhos tranquilos (não-espumantes) e 17,4 milhões de espumantes, contra 202,1 milhões de litros vendidos em 2016. A participação dos rótulos nacionais no total comercializado no Brasil é de 39,09%, sendo 70,4 milhões de litros de vinhos tranquilos e 10,3 milhões de litros de espumantes.

Avaliação do vinho pode ser equivocada

Para apresentar as novidades que chegam ao mercado, a Beale Bebidas organiza uma feira de vinhos com degustação a cada 45 dias. A última delas, realizada no final de junho, reuniu cerca de 100 rótulos nacionais e importados do Chile, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Califórnia, Portugal, Itália, França, Espanha e África do Sul. “O Brasil está surpreendendo muito na busca de novas regiões para produzir vinhos e estão surgindo coisas muito interessantes”, avalia José Eduardo. “Os espumantes que a gente produz estão entre os melhores do mundo”.

Na categoria de não-espumantes, ele explica que há uma grande variedade de bons vinhos produzida no Brasil. Mas, vai demorar para o Brasil ter uma produção em quantidade e qualidade compatíveis com os melhores do mundo. “Somos um país muito novo, temos dificuldades climáticas e em algumas regiões a produção é muito pequena ”, esclarece.  “Muitas vezes, é produzido menos que o necessário para que a vinícola sobreviva. O nosso consumo de vinho ainda é muito pequeno em relação a muitos países”.

Para avançar na produção de vinhos e levar o Brasil a outro nível de competitividade com os produtos importados, José Eduardo avalia que é preciso eliminar a alta carga de impostos sobre a bebida e adquirir o conceito cultural de que o vinho é um alimento. Para essa mudança de hábitos, é necessário descobrir o prazer beber: “Há vinhos muito bons. Pode haver vinhos bons que não agradam determinados paladares. Mas, nunca vamos dizer que ele é ruim. A forma de tomar é muito importante: às vezes, um vinho não está pronto, é comprado, mas deve ser tomado daqui alguns anos. Se a pessoa não conhece e abre essa garrafa, vai dizer que ele não é bom. Então, a avaliação vai ser equivocada”, pondera. “O bom vinho é aquele que a gente gosta”.

José Eduardo dá outro exemplo de avaliação errada aconteceu na última degustação da Beale Bebidas. Na ocasião, foram degustados vinhos da região do Piemonte, na Itália, que estão entre os melhores do mundo: Barolo, Barbera e Dolcetto. “O Barolo chegou com atraso e foi servido sem passar pelo decanter. Como seria necessário, pelo menos, seis horas de descanso, quem tomou esse vinho sem ter a informação correta pode ter ficado com uma impressão errada dele; porque, foram aproveitados no máximo 20% do seu pontencial”, ressalta. Daí a importância de uma equipe de sommeliers bem preparada para dar dicas e assistência aos clientes.

 

BEALE BEBIDAS
Site:
www.beale.com.br
Telefone:
(11) 3337-0899

//COMO CHEGAR (5 min. Metrô República)

DEIXE UMA RESPOSTA

Insira seu comentário
Por favor, insira seu nome